CD & DVD :: Atemporal

Marcos Ariel e os Tigres da Lapa

set/2005 - Por: Solange Castro

Marcos Ariel é um dos maiores pianistas da nossa geração... Mas o que poucos sabem, é que ele iniciou sua carreira com flautista no grupo “Cantares”, em 1976. Mais adiante veio o impasse, como ele próprio descreve: “- Houve uma fase em que eu achava que tinha que optar e pensava: não há espaço para multiplicidade. O mundo pede identidades, você tem que resolver... pianista ou flautista? Graça a Deus não me resolvi, e em 1996 a flauta voltou a pulsar no meu coração com toda intensidade”, conta Ariel. E foi reencontrando Beto Cazes e José Paulo Becker que formaram o grupo “Tigres da Lapa”, resultando nessa belíssima obra, com composições próprias e releituras de clássicos do “Choro”, esse estilo musical tão brasileiro que, enfim, voltou a ser apreciado por nosso povo... A primeira é “Proezas de Sólon” (Pixinguinha e Benedito Lacerda), seguida por “Tico tico no gubá” (Zequinha de Abreu e Miguel de Lima Matos; “Tigre da Lapa” (Luiz Americano do Rego e Ernesto Augusto Mattos); “Uma valsa para Pixinguinha” (Marcos Ariel); “Maxixe do João Pedro” (Marcos Ariel); Perguntas da Alice (Marcos Ariel); “Ingênuo” (Pixinguinha e Benedito Lacerda); “Bebê” (Hermeto Pascoal; “Gardênia (José Paulo Becker); “Fazanhas do Zé Paulo (Marcos Ariel); “Telemann / Ele e eu” (Georg Phillipp Telemann, Pixinguinha e Benedito Lacerda); “Vou vivendo” (Pixinguinha e Benedito Lacerda); “Perplexo” (K-Ximbinho) e “Seu Lourenço no vinho” (Pixinguinha e Benedito Lacerda). O disco conta ainda com participações “pra lá de especiais” de Juarez Araújo em todas as faixas do Pixinguinha, Henrique Cazes em “Maxixe do João Pedro” e “Façanhas do Zé Paulo”; e de João Batista em “Maxixe do João Pedro”, “Façanhas do Zé Paulo”, “Tico-tico no fubá” e “Proezas de Sólon”. Para os que gostam da genuína música brasileira e não desperdiçam o convívio com nossos grandes talentos, é uma obra imperdível.

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